Friday, December 28, 2007

2008

O que eu quero:
- sentir-me realizada
- que as pessoas percebam de uma vez por todas a finalidade dos ecopontos (as couves não se reciclam….)
- fazer voluntariado
- voar
- continuar a reivindicar
- continuar a dançar
- aproveitar a companhia das pessoas que me são queridas
- ser feliz

2007

O melhor:
- a dança
- os novos amigos
- os amigos de sempre
- a despenalização do aborto
- conhecer Madrid
- ganhar asas

O pior:
- o trabalho
- caras feias
- cirque du soleil
- Salazar como o "Grande Português"
- os gritos da miúda do 1º andar
- acordar com chuva na cama

Wednesday, December 12, 2007

Combibio no Painel

Na passada 5ªf a malta da Desejo Sem Limites decidiu que passava muito tempo em frente ao computador, não convivendo com os colegas, e uma vez que passam a grande maioria dos dias uns com os outros, porque não aproveitar parte desse tempo no que realmente interessa?? Assim sendo, e na continuação da viagem gastronómica do Carlos por Lisboa, achei que seria interessante irmos a uma das melhores catedrais de comes e bebes da cidade: o Painel de Alcântara. 5ªf é o dia das pataniscas com arroz de feijão e devo dizer que há bastante tempo que não saboreava umas tão boas. O restaurante estava cheio de homens histéricos que debatiam o jogo de futebol do momento, não me perguntem qual. O sexo feminino estava representado por uma mesa de 4 mulheres onde estava a nossa amiga superstar Bárbara Guimarães, que jantava com mais 3 amigas que esfumaçavam como autênticas chaminés e que falavam alegremente de festas e afins. Homens e Mulheres no seu melhor. No meio destes debates intelectualoides, lá estávamos nós a tirar fotos tipo turista que vem à cidade pela 1ª vez, com o telemóvel do Pedro, como se pode notar pela qualidade
das mesmas. Foi giro e é de repetir, sim senhor. Bendito Painel que nos juntáste.



Monday, December 10, 2007

Thursday, December 6, 2007

GANHAR ASAS - FIM

São impressionantes os laços que se criam em apenas 2 dias.
Foram dois dias muito especiais e de grande proximidade onde pude contemplar o lado humano na sua plenitude. Parecendo que não, estamos tão centrados em nós próprios, no nosso dia-a-dia, na nossa normalidade, constantemente confrontados com imagens de assaltos, homicídios, guerras, raptos, desemprego, desonestidades e afins, que não nos apercebemos que as pessoas têm muito mais para dar.
E é tão fácil. Basta por vezes um sorriso, uma palavra na altura certa, um gesto, um olhar.

Obrigada a todos por me terem dado força e me terem ajudado a superar a minha fobia. Não digo que esteja totalmente curada mas já foi um passo importante. Da próxima vez que voar a ansiedade será com certeza menor, para aí um 2.

E hei-de chegar ao 0 Dr.ª Íris.

Ganhar Asas – IV PARTE

“Inspira, expira…inspira, expira… inspirar coisas boas e expirar coisas más…inspirar coisas boas e expirar coisas más…”

A seguir ao almoço fomos para o aeroporto. Eram 14h15 e estava quase na hora do embarque. Tirámos fotografias de grupo no aeroporto com as nossas passagens e lá fomos todos contentes para a porta nº16. Qual o estado de ansiedade de 1 a 10, perguntava a Dr.ª Íris. Durante a terapia estive sempre no 2 mas naquele momento a coisa estava a fugir para o 3, hum…4.

Entrámos no avião e fomos alegremente cumprimentados pela tripulação que já sabia para o que íamos. Era um voo normal e não ia cheio. Apertar os cintos, respirar e siga. A descolagem é sempre o momento mais delicado, tinha as pernas a tremer. E pronto, estávamos a voar. Começámos a descontrair, a falar uns com os outros, a apreciar a vista. A equipa técnica foi toda connosco: o Comandante João Romão, a Dr.ª Cristina, a Dr.ª Iris e o Paulo, assistente de bordo. Transmitiram-nos todos muita força e muita tranquilidade.
Assim que a luz de apertar os cintos apagou, o Paulo disse-nos para nos levantarmos e andarmos um pouco. Levou alguns de nós à casa-de-banho para nos familiarizarmos com os barulhos e com as luzinhas (a Ana, uma das minhas colegas da terapia, sempre que viaja não vai à casa-de-banho e já chegou a aguentar 8h com a bexiga cheia).

Era engraçado observar o ar perplexo dos outros passageiros. Parecíamos uma excursão de putos, a falar uns com os outros, a andar pelo avião, a tocar nos botões, a ir e vir da casa-de-banho. Às tantas, eu que quando viajo vou sempre sentada com o cinto posto, ponho-me de joelhos em cima da cadeira e viro-me para trás para a cavaqueira. Senti-me mesmo feliz e descontraída. Eu de joelhos numa cadeira do avião. Quem diria?
A viagem passou a correr, foi basicamente descolar e aterrar. Ainda fomos ao duty free do aeroporto de Madrid comprar algo que comprovasse termos lá estado – para os mais incrédulos. Comprei um pack com 6 Toblerone. Estivemos lá 20 minutos e voltámos para Lisboa. A viagem também correu muito bem e vínhamos todos bem-dispostos. A aterragem em Lisboa foi fenomenal e estava calma, o que me permitiu apreciar a beleza da cidade à noite.

Pela 1ª vez voei descontraída e soube apreciar o momento.

Ganhar Asas – III PARTE

É Sábado e o despertador toca às 7h. Acordo para o grande dia.
Está um dia lindo e estou bem-disposta, pronta para enfrentar a etapa final da minha terapia: a viagem a Madrid.
Às 9h já estamos todos juntos para uma sessão de esclarecimento com o responsável pela manutenção dos aviões. Os aviões são sujeitos a uma manutenção minuciosa. São feitas manutenções diárias, de rotina, e mensalmente o avião é literalmente todo descascado. Tudo é cautelosamente verificado até ao último parafuso. E é compreensível. Uma companhia de aviação não se pode dar ao luxo de ter um acidente pois isso significa o seu fim.

Há medida que as horas vão passando, a ansiedade começa a aumentar mas está tudo sob controlo “inspira, expira…inspira, expira… inspirar coisas boas e expirar coisas más…inspirar coisas boas e expirar coisas más…”
Após o curso de engenharia mecânica, falamos um pouco com a Joana, hospedeira da Tap, que nos tranquiliza com o seu amplo sorriso. Estava um pouco triste pois não ia poder voar connosco por estar constipada, o que não é de todo aconselhável para os ouvidos. Melhor não arriscar.

A seguir à Joana veio o simulador. Um brinquedo fantástico. Qual playstation qual quê. Os pilotos têm a sua formação neste brinquedo e a simulação é bastante real. Não estava à espera da ansiedade que senti lá dentro, “inspira, expira…inspira, expira… inspirar coisas boas e expirar coisas más…inspirar coisas boas e expirar coisas más…”
Fizemos uma descolagem e aterragem, apanhámos chuva, granizo, turbulência, momento em que o “avião” abanou por todos os lados. Dizia o Comandante que aqueles tremelicos não são nada comparativamente com o que a natureza consegue fazer. Acho que foi aí que senti a minha ansiedade ao rubro. Aquilo para mim já era mais que suficiente. “É desconfortável mas não é perigoso” – pensei.

Sai do simulador abananada. Ouvia toda a gente a comentar que foi um espectáculo, muito louco e eu só pensava que, se me senti assim num simulador, então no avião…mas nada de antecipar o momento. Primeiro o almoço.

Tuesday, December 4, 2007

Ganhar Asas – II PARTE

Passada a timidez do momento, já todos falávamos uns com os outros como se nos conhecêssemos há anos. Foi um dia teórico mas bastante elucidativo. De manhã a Dr.ª Cristina ajudou-nos a perceber um pouco melhor o que é uma fobia e como lidar com ela. Basicamente toda a gente sente medo e já passou por estados de ansiedade quando confrontados com perigos reais. Uma fobia é o auge da ansiedade sem que se tenha verificado um perigo real. É a nossa cabecinha a sofrer por antecipação.

Depois de um almoço num refeitório imenso cheio de trabalhadores que nos miravam com aquele olhar “mais-uns-que–vieram-ganhar-as-asas”, lá partimos mais aconchegados para a nossa conversa com o Comandante João Romão. Uma conversa que por sinal quase nos levava a tirar o brevet. Acho que o Comandante foi uma das nossas principais vitimas, coitado. Toda a gente queria perceber como é que um objecto que pesa toneladas consegue voar. Lei da sustentação, explicava ele. E a turbulência é normal? Sim, é desconfortável mas nada perigoso. E o avião consegue aterrar sozinho? E como estão presos os reactores? Aguenta 3h só com um motor? E isto, e aquilo, durante quase 2h.

Depois destas perguntas todas só mesmo umas técnicas de relaxamento. Foi a vez da Dr.ª Íris que quebrou o nosso cepticismo: “Mas isso da respiração funciona mesmo?”. E não é que funciona? Fomos completamente alucinados para casa. Falo por mim. Nesse dia tive um jantar em casa de uns amigos e a sensação era estranhíssima. Eu estava sentada à mesa mas era só o meu corpo que lá estava porque a minha mente estava a divagar pelo nada. Não, não fumámos nada na terapia. As técnicas de relaxamento são realmente eficazes. Se algum dia se sentirem ansiosos experimentem respirar para dentro de um saco de papel. Tapem bem a boca e o nariz com o saco e respirem pela boca. Vemos esta cena constantemente em filmes mas nunca parámos para pensar. Porque raio é que aquele está a soprar para um saco? O que se está a fazer é a equilibrar os níveis de O2 e CO2. Em estados de ansiedade os níveis de CO2 tendem a baixar. Ao respirarmos para dentro do saco estamos a recuperá-los.
Olhem que não é ficção, funciona mesmo.

Monday, December 3, 2007

Ganhar Asas – I PARTE

No dia 23 de Novembro, uma 6ªf, lá estava eu às 8h30 em ponto, na recepção da TAP, pronta para combater a minha única fobia (que eu saiba), a de voar. Sim, o meu pai é piloto e sim comecei a voar aos 6 anos num C-130 daqueles de carga que tremem por todos os lados, mas uma fobia é assim mesmo, aparece quando menos se espera e chateia.
Fui uma das primeiras a chegar e estava relativamente calma.
Aos poucos foram chegando os restantes fóbicos e às 9h já estávamos todos metidos numa sala com as mesas dispostas em U. Senti-me nos AA, “Olá, eu sou a Ana e tenho medo de voar.”
Éramos 10 a partilhar os nossos mais íntimos estados de alma. O Paulo, 56 anos, que já não voava há 25 e que estava no programa por incentivo da filha que queria passar o ano novo em Cabo Verde. A Augusta, 35 anos, que veio de Faro e que já não voava há 12 pois tinha receio de ter um ataque de pânico no avião e de não disporem de meios para a controlar. O Florival, 48 anos, que tinha chegado do Brasil no dia anterior (tem lá casa), mas que não gosta de voar pois apanha sempre turbulência e ainda são 8h de viagem. Sempre que voa deixa uma carta à mulher e à filha, just in case. A Isabel, 40 anos, que veio do Porto com o marido, para o seu baptismo de voo: só de pensar nisso ficava nervosa. A Cristina, também com histórico de ataques de pânico, que não voava há 15 anos. O Pedro e a Ana, que voavam mas obrigados, por motivos profissionais. E finalmente as duas Teresas, uma delas tinha posto um pacemaker há coisa de 3 anos e tinha receio de vir a precisar de assistência dentro do avião e a outra Teresa não se sentia confortável em viagens de longo curso.

Tínhamos todos um só objectivo: voar.

Friday, November 16, 2007

Tantas aldeias sem gente, tanta gente sem aldeia.


Era uma vez uma aldeia de seu nome S. Gregório. S. Gregório vivia feliz no cimo de um outeiro e tinha uma magnífica vista para a Serra d’Ossa, Alentejo. Nasceu em 1483 e chegou a albergar mais de 40 pessoas que viviam sobretudo dos seus vastos e ricos campos de cultivo. As pessoas eram felizes mas não totalmente e quando, em meados de 80, se abateu a grande catástrofe por aquelas bandas, de seu nome desertificação, toda a gente fugiu deixando S. Gregório perdida no tempo e no espaço.
Há medida que o tempo passava, a aldeia ia perdendo a esperança que as suas gentes voltassem e sentia-se cada vez mais sozinha. Sentia as suas raízes murcharem, a terra a ressequir, as casas a envelhecer. Valeu à aldeia a companhia da serra com quem por vezes trocava algumas palavras, mas também a serra estava a ficar velhota e não conseguia manter uma conversa durante muito tempo. Por vezes, a aldeia trocava impressões com os pássaros que apareciam sempre de manhã à mesma hora para lhe dar os bons dias. Mas também eles tinham a sua vida e os seus afazeres. À noite falava com as estrelas. Nunca se tinha apercebido da imensidão de estrelas e da sua beleza e era à noite que se sentia mais acompanhada e brilhante, no cimo do seu outeiro.
Numa bela manhã de Primavera, estava a aldeia a falar com um beija-flor (dizia-lhe ele que o Inverno foi muito severo e que já estava com saudades das suas belas flores. Punham-no mais bem dispostinho…) quando deu pela presença de alguém. Sim, estava alguém a percorrê-la. A aldeia despediu-se do beija-flor e foi averiguar. Um rapaz ainda novo percorria a aldeia com o olhar e ia tirando apontamentos e fazendo alguns desenhos. A aldeia deu-lhe as boas-vindas e o rapaz ofereceu-lhe um sorriso. Estiveram nisto umas boas horas até que ao entardecer o rapaz foi embora. “Não vás…fica.” – choramingava a aldeia, não querendo ficar sozinha novamente. Mas para sua surpresa o rapaz no dia a seguir voltou e trouxe amigos, e continuou a voltar no dia a seguir e no a seguir. A aldeia foi renascendo e conseguiu a sua beleza de outrora.
Agora sim, era novamente S. Gregório. Todos fizeram uma festa. A serra, os pássaros e as estrelas também apareceram para felicitar a sua amiga, que ainda hoje é viva e recomenda-se.

Wednesday, November 14, 2007

Rino quê?

Depois de ter estado 2 dias em casa a tentar recuperar de uma constipação por via de mezinhas, auto-medicação e muito cobertor, lá me decidi que se calhar era melhor ser vista por alguém experiente na matéria e fui hoje ao médico. Melhor dizendo médica. E é nestas ocasiões que nos apercebemos do verbo Esperar. Ainda mais quando temos de esperar num sistema público de saúde e nas urgências.Cheguei ao centro às 11h30 e saí às 13h30 (nada mal para quem já aguentou 6 horas no hospital São José por uma consulta de oftalmologia. Mas isso é outra história....).
Portanto, cheguei ao centro e esperei na sala de espera, que não é mais do que isso. Uma sala onde se espera e desespera. A unica diversão é olharmos uns para os outros, abanarmos a cabeça de vez em quando dizendo entredentes "Realmente...só neste país".
Como ainda fiquei algum tempo, resolvi aplicá-lo observando. Mesmo ao meu lado estava uma mãe ainda nova acompanhada do seu filho que deveria ter 8 anos. O miúdo para se entreter jogava no telemóvel e ia dizendo algumas palavras, menos delicadas enquanto jogava. Uma vez irritado por não estar a conseguir que a tecla 5 do telemóvel funcionasse, voltou a expressar-se delicadamente dizendo para a mãe:"F.... mas eu vim contigo para isto?" A mãe madou-o calar suavemente agindo como se nada se passasse e acabaram por jogar à sardinha.
Entretanto uma senhora que estava à espera levantou-se e foi colocar uma questão à docente que estava no balcão de atendimento. Depreendi que tinha perguntado quando iria ser atendida porque logo de seguida a docente diz-lhe: "Compreendo, compreendo, e tem toda a razão. Mas é a Drª que faz a sua agenda e selecciona as pessoas. Nós de manhã damos-lhe a lista com as pessoas por ordem de chegada mas ela é que decide quem chama.." A senhora que tinha colocado a questão ainda perguntou quais os critérios dessa mesma chamada: "Amigos da Drª? Conhecidos? Pacientes assiduos?"
Não conseguindo obter respostas lá se voltou a sentar para continuar à espera.
Uma outra senhora (sim, a sala estava quase toda com senhoras)ia reclamando muito sarcasticamente enquanto esperava: "Para a próxima já sei. Marco para as 10 e apareço às 13h..... deixam uma pessoa assim à espera..estão pessoas à espera de uma consulta anos e quando as chamam já morreram...... atendimento particular é o que é. Gasta-se mais mas não se morre à espera." Quando estou para começar a analisar uma senhora já de idade que tinha acabado de entrar na sala, oiço o meu nome.
Sou vista pela médica e é-me diagnosticada uma rinofaringite. Não...não tem nada a ver com rinocerontes. Trata-se de uma inflamação na faringe e vias nasais.
E assim se passa uma manhã.

Friday, November 2, 2007

Fase irreverente




Ninguém melhor que o Banksy para ilustrar a irreverência.
Dá vontade de pegar num balde de tinta e desatar aos manifestos pelas ruas de Lisboa.
E estou mesmo com vontade de começar a dar umas pinceladas por aí......

Friday, October 26, 2007

"A essência é algo sem o qual aquilo não pode ser o que é."

Há medida que vamos crescendo é normal ouvirmos algumas expressões a nosso respeito, principalmente vindas de pessoas que já não vemos há algum tempo. Tais como: "Estás tão crescida!", "Estás mais gordinha", "Tens os olhos da tua mãe", "O feitiozinho é do pai". Creio que quase toda a gente já passou por isto.
No outro dia, contudo, deparei-me com um adjectivo inesperado: Desnaturada.
Ups, há aqui qualquer coisa que não bate certo... não era suposto.
Fui confirmar o significado ao dicionário e eis que me deparo com:

Desnaturado:
adj.
não conforme à natureza ou aos sentimentos naturais;
cruel;
que foi privado dos seus direitos naturais;

Fiquei mais elucidada mas continuo sem perceber. Crescida ainda percebo, sou alta. Gordinha, ok comi um pouco de mais. Olhos da mãe, feitio do pai. Tudo óptimo. Desnaturada...não percebo. Pensava que desnaturada se aplicava a pessoas que não querem saber de outras, que são insensiveis, egoistas.

Concluindo, há medida que vamos crescendo, ouvimos muita coisa. Mas independentemente daquilo que oiçamos, seja bom ou menos bom, a nossa essência nunca muda, e é isso que me deixa mais descansada.
A minha continua intacta.

Thursday, October 18, 2007

A Austrália aqui tão perto



O maior avião da história da aviação foi entregue à companhia Singapore Airlines.
O A-380 pode transportar 525 passageiros divididos em três classes: económica, suites e empresarial, ou até 853 no regime de classe económica. Dá para espreitar o interior destas 3 classes através de uma simulação. Vale a pena.
http://www.a380.singaporeair.com/content/interior/index.html

Tuesday, October 16, 2007

O aniversário do meu enteado



Restos de um almoço muito bem passado e comido, naquele que é considerado o melhor restaurante chinês do país. Fica no Casino do Estoril e chama-se Mandarim. Aconselhamos vivamente a opção Dim-Sum.



O que o vinho português e a cerveja chinesa não fazem...



A madrasta na sua vassoura. Ai que má que é.



O irmão da madrasta numa de Rock&Roll.



O pavão Henriques não podia faltar à festa. E de quem foi a ideia das casas de banho, de quem foi?



O enteado merece uma atençãozinha, mas só uma vez por ano. Vá lá isso.

Monday, October 15, 2007

Museu do Prado, Madrid 2007

No Museu do Prado podemos admirar e interpretar uma das mais famosas pinturas de Velasquez: "Las Meninas", datado de 1656. E é tão fácil passar uma tarde inteira neste museu: passear pelo "Jardim das Delicias" de Bosch, admirar os "Fuzilamentos" de Goya, confessar os nossos pecados ao "Cardeal" de Rafael e conversar com o "Cavaleiro com a mão ao peito" de El Greco.
Museu do Prado



A jovem Margarita da Áustria, encontra-se acompanhada pela sua pequena corte de damas e empregados. Os personagens estão agrupados num primeiro plano juntamente com a figura principal, a infanta Margarita, que ocupa a parte central do grupo. Ao seu lado, Isabel Velasco e Agustina Sarmiento - las "meninas".
Atrás deles, na penumbra, aparecem Marcela de Ulloa e um cavaleiro desconhecido.
À esquerda encontra-se a figura de Velázquez com os seus instrumentos de trabalho e ao fundo, junto da porta aberta, encontra-se don José Nieto de Velázquez, aposentador da rainha. Ao fundo, um espelho onde aparecem refletidas as figuras dos reis Felipe IV e Mariana da Áustria.

Paula Rego, Madrid 2007

Por entre Picassos, Mirós e Dalis, fomos dar com a nossa sempre Paula Rego.
A exposição está patente até dia 30 de Dezembro no Rainha Sofia e percorre toda a sua trajectória artistica através de várias obras e de vários periodos. Pinturas, colagens e desenhos que nos transportam para um mundo de fantasia. Um dos seus últimos trabalhos é The Pillowman baseado numa peça de teatro que nos conta a história de um escritor de contos infantis macabros, suspeito pela morte de 3 crianças. Os detalhes destas mortes coincidem pormenorizadamente com os seus contos.
Museu Rainha Sofia


Paula Rego
The Pillowman, 2004

Reflexo da minha metade

Numa pausa pelo Rainha Sofia.

Caótica, eu?

Ai tantos zapatitos

Depois de percorrer várias lojas e algumas repetidamente, lá me decidi.
É dificil ser mulher.



Por la calle

Wednesday, October 10, 2007

Arte Traseira



Nestes belos dias tão bem passados em Madrid (tenho a dizer que a cidade não fica atrás de Barcelona e que superou as minhas expectativas. Adorei!), um dos nossos passeios culturais e pedagógicos fez-nos chegar à Fundación Canal, onde nos deparámos com uma exposição bastante original: fotografias onde o rabo é o protagonista. Ao todo são 70 rabos fotografados por grandes nomes internacionais como Man Ray, Capa, Cartier-Bresson, entre outros. A exposição chama-se "Ocultos" e estará patente até 6 de Janeiro do próximo ano. A não perder!
www.fundacioncanal.com

Tuesday, October 9, 2007

Poema à Mãe

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.
Tudo porque já não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais. Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade

Nood, mas poucos


Começámos por ser muitos mas como já começa a ser hábito as desistências apareceram à última hora, acompanhadas de sinceras desculpas: uns com filhos, outros indispostos, uns não avisados e para não variar outros cheios de trabalho. Resumindo, 4 belas damas e um belo moço que passaria por gaizola se não fossem as suas variadas demonstrações de masculinidade para fugir ao rótulo.
Aqui ficam duas fotos marcantes da noite.

Tuesday, September 25, 2007

TMN - Temporada Completa


Para quem não sabe, encontrava-me há 1 ano numa situação nada ficcional com a TMN.
Após ter adquirido uma placa de banda larga cheguei à conclusão (após 4 meses de várias insistências e após alegados problemas momentaneos) que a minha rua não tem cobertura. Como tal, pedi o reembolso relativo a um serviço que não usufrui. A TMN depois de muitas cartas e deslocações à loja do Picoas, acedeu em enviar-me notas de crédito no valor do reembolso. Mas eis que um belo dia vou verificar o saldo do cartão e deparo-me com uma bela quantia para gastar em chamadas. Tinham mudado de ideias e "obrigavam-me" a gastar o MEU dinheiro em chamadas. Ou é assim, ou então não é, diziam eles. Meti a Deco ao barulho, voltei a insistir e já pensava em contactar o Instituto do Consumidor quando hoje (daqui a nada o processo fazia 1 aninho) me dizem que vai ser enviado o cheque para casa.
Afinal é possivel ou não é?

Quem, eu?


As pessoas inventam cada coisa. É claro que não tenho medo de andar de avião, o meio de transporte mais seguro do Mundo! Já viram bem o boato que lançaram? Só porque para a semana vou de viagem para Madrid, pensaram que por esta altura já estaria a roer as unhas. Mas pensaram mal. Nada disso. Estou bastante calma e tranquila e nem sequer penso em calmantes. Que absurdo...realmente as pessoas inventam cada uma. E aquilo do curso da TAP, para a fobia de voo é só porque me apeteceu uma coisa diferente, estar com pessoas novas, um almocinho por conta da casa, um fim-de-semana radical. Só isso. Então eu sabendo que há cada vez mais acidentes de viação, que é uma sorte não me acontecer nada na minha própria casa ou que posso mesmo correr o risco de ir desta para melhor ao atravessar a rua, iria ter medo de andar de avião? Disparate.

Wednesday, September 19, 2007

Babe Djamila

Amanhã começa uma nova etapa para a minha amiga Djamila. Ela, o Xarope e o Cão vão ter com o Francisco que está à espera deles em São Salvador. Espera-os uma bruta quinta, digna de uma novela brasileira. Djamila a fazendeira, com os seus cães e os seus cavalos a preparar uma bela de uma moqueca para o seu Francisco que vai chegar a casa bastante estafado, no final de um dia de trabalho na choça.
Espero que corra tudo bem amiga e quem sabe para o ano, se a minha terapia de voo correr bem, possamos ir ter contigo para provar essa bela moqueca. Vamos ver se sabes ou não cozinhar.
Beijinhos já com saudades dos teus caracóis sempre sorridentes.

Thursday, September 13, 2007

Host mas pouco


Na terça feira passada fomos ao Quarteto ver The Host - a criatura. Estávamos numa de terror e a noite que se avistava apontava para um filme deste género. A trovoada aproximava-se e os relâmpagos iluminavam toda a Avenida de Roma.
O próprio Quarteto, com a sua arquitectura anos 70 remeteu-me para um daqueles móteis americanos de beira de estrada. Ambiente perfeito.
O filme acabou por se revelar um misto de drama, comédia, terror mas pouco.
Infelizmente os pulos de susto que tanto ansiava, não aconteceram e mesmo a mão nos olhos, tipica mas subtil em mim nos filmes que realmente aterrorizam, ficou pousada na cadeira. Acho que o verdadeiro terror dessa noite foi quando chegámos a casa e vejo uma barata, castanha, enorme, na parede do nosso quarto. Isso sim, foi assustador. Barata - a criatura.

Thursday, September 6, 2007

Liberdade de Expressão, Lda

É um dos grandes valores americanos e já é proclamado há algum tempo, mas.....tem de ficar em casa.
E quem falar mal do presidente, Oh my God!

Numa altura em que as tropas americanas foram enviadas para o Iraque, uma das cantoras do grupo Dixie Chicks, num concerto em Londres, fez o seguinte comentário:
"Just so you know, we're ashamed the president of the United States is from Texas."
Foi o que bastou para começar o linchamento verbal. E porque é inadmissivel falar mal do presidente, e porque é traição, e porque o grupo não presta, e porque falaram mal do presidente fora do país e à frente de pessoas estrangeiras. Realmente, inadmissivel. Concluindo, o grupo perdeu metade dos fans, recebeu ameaças de morte, cancelou alguns concertos mas o mais importante é que ninguém mais se lembrava que filhos, irmãos, primos de alguém, tinham acabado de ir para uma guerra que não era a deles. Mas isso não importa nada.


Tuesday, September 4, 2007

Touch Me Again

Aos que têm insistido para eu enviar as fotos do encontro, aqui têm a vossa oportunidade.







Monday, September 3, 2007

Sunday, September 2, 2007

Abençoadas....


....as duas semaninhas que passámos sem fazer nada.
Uma viagem de norte a sul do país, começando com dois diazinhos no Minho, Paredes de Coura, um frio de rachar à noite, Heineken's à borla, zona VIP com caldo verde e sem muitos mais afins.
Mais quentinho estava no algarve para os lados de Tavira. Sitio pacato que foge ao estereotipo do allgarve nesta altura do ano. Praia de Cabanas altamente recomendada para quem não gosta de partilhar a sua toalha com estranhos.
Tavira revelou-se uma surpresa. Passei lá tantas vezes para apanhar o barco para ilha e o que eu conhecia limitava-se mesmo ao barco. Adorei a cidade e num dos passeios encontrámos dois sitios deliciosos. Conhecemos o Sr. Anibal Bandeira que transforma ferro velho em objectos decorativos e na sua loja, onde trabalha com toda a calma, podemos encontrar papagaios, galos, passarinhos, barcos, gatos e ratos, cata-ventos e muita funilaria.
A outra delicia é uma livraria de nome A Lura dos Livros que faz lembrar a Shakespeare and Company, nas margens do Sena, só que esta é nas margens do rio Gilão. Aqui podemos encontrar livros novos ou em segunda mão e podemos contar com o sorriso e disponibilidade de Elizabeth Beaupied, a proprietária.

Friday, August 31, 2007

Terapia



Uma ida ao cabeleireiro é como uma ida ao psicólogo.
Deixamos lá todos os nossos problemas mais espigados
e ainda saimos de lá mais bonitas.

Lembrem-me de jogar no Euromilhões