Friday, October 26, 2007

"A essência é algo sem o qual aquilo não pode ser o que é."

Há medida que vamos crescendo é normal ouvirmos algumas expressões a nosso respeito, principalmente vindas de pessoas que já não vemos há algum tempo. Tais como: "Estás tão crescida!", "Estás mais gordinha", "Tens os olhos da tua mãe", "O feitiozinho é do pai". Creio que quase toda a gente já passou por isto.
No outro dia, contudo, deparei-me com um adjectivo inesperado: Desnaturada.
Ups, há aqui qualquer coisa que não bate certo... não era suposto.
Fui confirmar o significado ao dicionário e eis que me deparo com:

Desnaturado:
adj.
não conforme à natureza ou aos sentimentos naturais;
cruel;
que foi privado dos seus direitos naturais;

Fiquei mais elucidada mas continuo sem perceber. Crescida ainda percebo, sou alta. Gordinha, ok comi um pouco de mais. Olhos da mãe, feitio do pai. Tudo óptimo. Desnaturada...não percebo. Pensava que desnaturada se aplicava a pessoas que não querem saber de outras, que são insensiveis, egoistas.

Concluindo, há medida que vamos crescendo, ouvimos muita coisa. Mas independentemente daquilo que oiçamos, seja bom ou menos bom, a nossa essência nunca muda, e é isso que me deixa mais descansada.
A minha continua intacta.

Thursday, October 18, 2007

A Austrália aqui tão perto



O maior avião da história da aviação foi entregue à companhia Singapore Airlines.
O A-380 pode transportar 525 passageiros divididos em três classes: económica, suites e empresarial, ou até 853 no regime de classe económica. Dá para espreitar o interior destas 3 classes através de uma simulação. Vale a pena.
http://www.a380.singaporeair.com/content/interior/index.html

Tuesday, October 16, 2007

O aniversário do meu enteado



Restos de um almoço muito bem passado e comido, naquele que é considerado o melhor restaurante chinês do país. Fica no Casino do Estoril e chama-se Mandarim. Aconselhamos vivamente a opção Dim-Sum.



O que o vinho português e a cerveja chinesa não fazem...



A madrasta na sua vassoura. Ai que má que é.



O irmão da madrasta numa de Rock&Roll.



O pavão Henriques não podia faltar à festa. E de quem foi a ideia das casas de banho, de quem foi?



O enteado merece uma atençãozinha, mas só uma vez por ano. Vá lá isso.

Monday, October 15, 2007

Museu do Prado, Madrid 2007

No Museu do Prado podemos admirar e interpretar uma das mais famosas pinturas de Velasquez: "Las Meninas", datado de 1656. E é tão fácil passar uma tarde inteira neste museu: passear pelo "Jardim das Delicias" de Bosch, admirar os "Fuzilamentos" de Goya, confessar os nossos pecados ao "Cardeal" de Rafael e conversar com o "Cavaleiro com a mão ao peito" de El Greco.
Museu do Prado



A jovem Margarita da Áustria, encontra-se acompanhada pela sua pequena corte de damas e empregados. Os personagens estão agrupados num primeiro plano juntamente com a figura principal, a infanta Margarita, que ocupa a parte central do grupo. Ao seu lado, Isabel Velasco e Agustina Sarmiento - las "meninas".
Atrás deles, na penumbra, aparecem Marcela de Ulloa e um cavaleiro desconhecido.
À esquerda encontra-se a figura de Velázquez com os seus instrumentos de trabalho e ao fundo, junto da porta aberta, encontra-se don José Nieto de Velázquez, aposentador da rainha. Ao fundo, um espelho onde aparecem refletidas as figuras dos reis Felipe IV e Mariana da Áustria.

Paula Rego, Madrid 2007

Por entre Picassos, Mirós e Dalis, fomos dar com a nossa sempre Paula Rego.
A exposição está patente até dia 30 de Dezembro no Rainha Sofia e percorre toda a sua trajectória artistica através de várias obras e de vários periodos. Pinturas, colagens e desenhos que nos transportam para um mundo de fantasia. Um dos seus últimos trabalhos é The Pillowman baseado numa peça de teatro que nos conta a história de um escritor de contos infantis macabros, suspeito pela morte de 3 crianças. Os detalhes destas mortes coincidem pormenorizadamente com os seus contos.
Museu Rainha Sofia


Paula Rego
The Pillowman, 2004

Reflexo da minha metade

Numa pausa pelo Rainha Sofia.

Caótica, eu?

Ai tantos zapatitos

Depois de percorrer várias lojas e algumas repetidamente, lá me decidi.
É dificil ser mulher.



Por la calle

Wednesday, October 10, 2007

Arte Traseira



Nestes belos dias tão bem passados em Madrid (tenho a dizer que a cidade não fica atrás de Barcelona e que superou as minhas expectativas. Adorei!), um dos nossos passeios culturais e pedagógicos fez-nos chegar à Fundación Canal, onde nos deparámos com uma exposição bastante original: fotografias onde o rabo é o protagonista. Ao todo são 70 rabos fotografados por grandes nomes internacionais como Man Ray, Capa, Cartier-Bresson, entre outros. A exposição chama-se "Ocultos" e estará patente até 6 de Janeiro do próximo ano. A não perder!
www.fundacioncanal.com

Tuesday, October 9, 2007

Poema à Mãe

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.
Tudo porque já não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais. Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade

Nood, mas poucos


Começámos por ser muitos mas como já começa a ser hábito as desistências apareceram à última hora, acompanhadas de sinceras desculpas: uns com filhos, outros indispostos, uns não avisados e para não variar outros cheios de trabalho. Resumindo, 4 belas damas e um belo moço que passaria por gaizola se não fossem as suas variadas demonstrações de masculinidade para fugir ao rótulo.
Aqui ficam duas fotos marcantes da noite.