Saturday, May 10, 2008

Um taxista diferente

Estamos acostumados a associar o espécime taxista ao mais puro grau da virilidade.
Homens na casa dos seus 60, amargurados com a vida, que se vingam com o pé no acelerador mal apanham uma recta. Para eles não existe mais ninguém nas rotundas que não eles, os semáforos sempre verdes, as passadeiras sem riscas. Sempre a bufar atingem o auge quando lhes mostramos uma nota de 10€ como se de uma verdadeira ofensa se tratasse. Ia eu preparada para apanhar um destes quando me deparo com um taxista verdadeiramente efeminado. A maneira de falar, os gestos, a roupa, uma verdadeira Drag Queen a cantarolar ao som da música que passava na rádio, autêntica disco night anos 60. Uma viagem deveras emocionante e diferente.

3 comments:

piu said...

Imagino um Mercedes creme a cair de podre, interior de cabedal com bola de espelhos.

Hum...

Danço, pois said...

Quase...

Anonymous said...

Falta a característica dos tais machistas serem todos saudosos do salazarismo.