Monday, August 11, 2008

Post nº100, a espinha.

Eis chegados ao post nº100, altura ideal para partilhar um momento particularmente caricato, da minha, ainda curta, vida.

Acontece que sou sócia assidua do famoso clube da marmita, que existe em quase todas as empresas, ou seja, tenho por hábito levar almoço de casa para o trabalho. Contudo, há coisa de 2 meses, “baldei-me” ao clube e fui buscar comida a um restaurante que fica mesmo ao virar da esquina, bacalhau desfiado com espinafres, era o prato. "Leve e depois diga se gostou, está muito bom." disse-me simpaticamente a rapariga do balcão.

À 1ª garfada, espinha. À 2ª garfada, também espinha e à 3ª garfada, espinha na garganta. Nada de pão para empurrar a dita, começo a ficar aflita. Vou para a rua à procura de pão e lá arranjo uns nacos que enfio pela goela abaixo. Fico um pouco mais aliviada embora com uma impressão na garganta durante toda a tarde e um mau pressentimento.

Ao jantar volto a sentir a espinha, não tinha descido! Sigo para o hospital S. José, urgências. Preparo-me para esperar. Em 40 minutos sou chamada e depois de ter estado com a boca aberta e lingua para fora durante 15 minutos, o médico não vê a espinha. Insisto. Faço um Raio-x e nada de espinha. Faço uma TAC. São quase 4 da manhã quando volto a entrar na sala do médico para saber os resultados da TAC e as dúvidas persistem... espinha nem vê-la.

Cansada, exausta e cheia de sono, observo a médica a re-analisar os exames, abro a boca mais uma vez, lingua para fora, “diga áááááá, iiiiiiii” e quando ela se vira com o semblante carregado dizendo que eu tinha de ficar internada para no dia seguinte fazer uma endoscopia, belisco-me para ver se estava a viver um pesadelo. Mas não... era real. Eu que nunca fiquei internada, nunca foi operada e agora tudo isto por causa de uma espinha?
(continua)

2 comments:

a mãe said...

Não acompanhei no almoço mas a partir da hora do jantar «tinha também uma espinha atravessada na garganta»!!..
Pensei que com uma simples pinça tudo ficasse resolvido,mas não!
Cedo,no dia seguinte,lá estava eu no Hospital para irmos tomar fora o pequeno-almoço mas nem a ceia conseguimos,mais uma noite no S.José...

Danço, pois said...

Pois foi...o meu belo pequeno-almoço. Valeu a presença reconfortante da minha querida mãe :)